15 de agosto de 2018

O movimento Lula Livre aumenta a cada dia. A solidariedade internacional contra a perseguição política ao ex-presidente está cada vez mais intensa. Representantes de sindicatos dos Estados Unidos vieram ao Brasil para denunciar o lawfare do Judiciário contra Lula. Há 4 dias, a Secretária-Geral da Confederação Sindical Internacional (CSI), Sharan Burrow, esteve no país denunciar a prisão política.

O vice-presidente executivo da Federação Americana do Trabalho e Congresso de Organizações Industriais, conhecida por sua sigla AFL-CIO e considerada a maior central operária dos Estados Unidos e Canadá, Tefere Gebre, veio ao país para trazer a solidariedade de 12,5 milhões de trabalhadores estadunidenses. Eles aprovaram uma resolução pedindo a liberdade de Lula e a retomada da Democracia.

“Eu como africano respeito muito o trabalho que o Lula fez pela defesa e igualdade racial. Pelo trabalho e pelos direitos sociais. Sempre admirei ele e não quero que sua imagem seja manchada por uma farsa judicial. O Brasil, a Argentina e toda a América Latina foram laboratórios de políticas voltadas aos mais pobres nos governos de Lula, Dilma e Cristina. Políticas que deram dignidade ao povo. As elites não gostaram do que foi feito, por isso o golpe”, aponta Gebre.

O presidente do Sindicato de Varejo, Atacado e Lojas de Departamentos e atual vice-presidente executivo do Sindicato Internacional de Alimentação e Trabalhadores no Comércio, Stuart Appelbaum, também vê interesses da elites nos retrocessos sociais da América Latina. Para ele, há claramente um ataque da direita às conquistas sociais no continente.

“Estamos indignados com o golpe. O governo Lula mostrou que outro modelo de governo é possível. Não conheço nenhum outro caso de governante que tirou 40 milhões de pessoas da extrema pobreza. Esse modelo de governo tem que sobreviver. O golpe de 2016 é a retomada da direita contra os direitos sociais”, critica Appelbaum.

 

Inspiração, Igualdade e Justiça
O representante do Sindicato Norte Americano, destinado aos trabalhadores do setor automobilístico dos EUA, Canadá e Porto Rico, Rafael Guerra lembrou da importância de Lula para o sindicalismo nos Estados Unidos. Segundo ele, a influência do ex-presidente foi determinante para que muitos estadunidenses que não eram sindicalizados buscassem uma representação.

“Lula deu voz a muitos trabalhadores, inclusive nos EUA. Por isso, fazemos questão de dar voz ao Lula e aos trabalhadores brasileiros não só nos EUA, mas no mundo todo. A mídia americana por vezes só copia o que é reproduzido pela imprensa brasileira. Viemos para ver e mostrar ao mundo o que está acontecendo aqui no Brasil”, aponta Guerra.

Para Appelbaum o que está em jogo é mais do que a liberdade de um homem. Segundo o dirigente sindical a prisão de Lula é sobre a igualdade e justiça de todos os trabalhadores e os seus direitos, que estão sob ataque. “O mundo está de olho no que está acontecendo no Brasil. Estamos com vocês pelos direitos de todas as pessoas, pela igualdade”.

“Essa luta é muito importante para todo o mundo porque Lula representa um movimento de inclusão social. Obviamente há interesses de Washington que o modelo de governo de Lula fracasse. Estamos aqui para dizer que é importante para o mundo que a forma como Lula governa, para os mais necessitados, avance. Somos todos Lula”, finaliza.

Por Erick Julio da Agência PT de Notícias