Com o objetivo de defender a democracia, diante da nova situação política no Brasil, com a eleição de um presidente da extrema direita, um grupo de acadêmicos e ativistas , brasileiros e não-brasileiros vivendo, trabalhando e estudando nos Estados Unidos se reuniram por todo o dia no ultimo sábado, 1 de dezembro, na Columbia University em Nova York.

O resultado final de um dia inteiro de debates e discussões em grupo, foi a formação de uma rede descentralizada, democrática e apartidária que levará o nome de “National Network for Democracy in Brazil”.

Os objetivos são educar o público americano sobre a atual situação brasileira, defender as políticas sociais, econômicas e culturais implementadas nas últimas décadas e prestar solidariedade a movimentos sociais, organizações comunitárias, universidades e ativistas que podem estar ou vir a estar vulneráveis no atual clima político.

Nas falas e análises da abertura, a presença de ilustres acadêmicos brazilianistas como os professores/pesquisadores Gladys Mitchel-Walthour, da Universidade de Wisconsin e atual presidenta da Brazil Studies Association in the USA, professor James Green da Brown University e o professor Sidney Chalhoub da Universidade de Harvard.

O encontro contou com cerca de 200 participantes acadêmicos de 43 cidades e das mais diversas áreas do conhecimento e presença de coletivos de ativistas de Nova York, Washington, Boston, Los Angeles, Albany, Montreal e representantes de sindicatos e organizações sociais americanas.

O encontro foi visitado por 2 líderes políticos brasileiros que estavam cumprindo agenda em NY: Raul Amorim, da direção nacional do MST e Fernando Haddad do Partido dos Trabalhadores. Ambos saudaram os participantes e destacaram a importancia da iniciativa neste momento de ameaças as liberdades individuais e democráticas no Brasil.

Entre as várias propostas e iniciativas se destacam : a criação do Observatório da Democracia no Brasil, que já conta com financiamento e equipe e eera sediado na Brown University com o objetivo de monitorar, estudar e divulgar os ataques ao estado de direito, a políticas sociais e a educadores brasileiros, entre outros, que terá o suporte da Rede formada hoje e a criação de um grupo de trabalho em Washington para trabalhar junto ao Congresso Americano e órgãos do governo em ações de interesse da sociedade civil brasileira.

Foram também criados grupos de monitoramento da mídia, de apoio os SUS, de defesa de grupos atacados como de mulheres, LGBT, negros, pobres , além de grupos de estudos e ação nas temáticas econômicas, religiosos e culturais entre outros.

A nova Rede já tem no calendário várias ações de defesa da liberdade de cátedra como a ampla divulgação de uma moção de defesa dos direitos humanos de educadores e pesquisadores, lançada pela Brazil Studies Association e a realização de eventos simultâneos no mês de Abril por ocasião de 1 ano da morte de Marielle Franco para exigir justiça pelas mortes políticas no Brasil.

 

Brasil 247

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